As rezas eram carne de ventre podre a arroubar sensações
inoportunas. Não aguentava mais os dedos oscilantes perdidos em teclado afoito:
VIRE LEVANTE DURMA como quem consente. E cose esse aperto como quem cola
rachaduras na veia diurna do sorrateiro fio. Ah, as galochas... desejaria
chuvas ardentes enquanto elas pudessem deixar o sentir refreado do lado de fora
(como quem pede baixinho o tardar dos tempos fósseis) é fácil assim arrematar
frescuras e xilonetas: quebra as pinças antes que te tirem o sono: fere as
gralhas antes que te sufoquem a noite. Late murmúrios como quem ricocheteia
prazeres abusivos: nada disso faz o menor sentido. MALOGRA O ÚTERO INDIVIZÍVEL
DO TEU PATRÃO ATORDOADO. Respinga desfibrilamentos fúnebres a fim de
acorrentar. Queria quarto branco de papel machê: desenhar nas janelas, rabiscar
os gabinetes todos. Fazer verter do leite a água mais branca: chiclete colado
atrás da orelha: o frio vem pra lembrar de onde as águas nascem, meu bem. E
refestela a pureza dos altares enquanto ainda tens voz. ANDA! ANDA!
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