sábado, 14 de junho de 2014


As rezas eram carne de ventre podre a arroubar sensações inoportunas. Não aguentava mais os dedos oscilantes perdidos em teclado afoito: VIRE LEVANTE DURMA como quem consente. E cose esse aperto como quem cola rachaduras na veia diurna do sorrateiro fio. Ah, as galochas... desejaria chuvas ardentes enquanto elas pudessem deixar o sentir refreado do lado de fora (como quem pede baixinho o tardar dos tempos fósseis) é fácil assim arrematar frescuras e xilonetas: quebra as pinças antes que te tirem o sono: fere as gralhas antes que te sufoquem a noite. Late murmúrios como quem ricocheteia prazeres abusivos: nada disso faz o menor sentido. MALOGRA O ÚTERO INDIVIZÍVEL DO TEU PATRÃO ATORDOADO. Respinga desfibrilamentos fúnebres a fim de acorrentar. Queria quarto branco de papel machê: desenhar nas janelas, rabiscar os gabinetes todos. Fazer verter do leite a água mais branca: chiclete colado atrás da orelha: o frio vem pra lembrar de onde as águas nascem, meu bem. E refestela a pureza dos altares enquanto ainda tens voz. ANDA! ANDA! 

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