sábado, 3 de janeiro de 2015
deixei meus olhos virando a esquina e alguns cabelos despenteados por sobre a mesa: fina excursão toda enlameada por entre as tripas - vocifera qualquer som pra ver se ecoa: se doer, o armazém da esquina tem bebidas fortes pra aquecer a chuva. e não chega… teu porém virou encruzilhada oposta apartada por entre os gestos. desconfia daquele caderno velho: o sentido deixou de trazer miolos de pão faz alguns dias… e aquela sensação que regurgita na nuca sem nunca coçar. faz reza - quem sabe, dessa vez, alguém apela e exorciza de vez teus gemidos afoitos. ou então enterra por entre as costelas quebradas o fio de qualquer coisa que brote. vai fazer algum sentido… o remorso remonta asfaltos e o caos borbulha nas telhas coloridas. teu remédio virou abacaxi… e xiiiiii, quebrei as mãos - não escrevo mais.
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