alinho o corpo
endireito a cabeça
re-vivo a vida:
e é só suspiro
suspiro
suspense
você.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
19 Dezembro 2010
Incertezas: minha voz canta silenciosos compassos de dor. A mente brinca: o corpo mente: tenta mentir. Movimentos desvairados à procura de significação. Te acolho. Te abrigo. Te quero: fecho os olhos. Olhos que não me deixam fechar: fechadura dura a irromper meu hermetismo sufocante. Vou aos poucos cancelando esse frio na barriga, essa vontade, esse desejo. Vou lentamente cerrando as portas, as janelas, a ilusão suave: me embala numa melodia delirante: falta de ar. Juro que tentei: não dá: tudo mentira.
-Adeus.
09 Agosto 2010
Esse arfar do peito cansado: queima queima arde, por sobre os dedos. Chama quente dentro dessas cinzas cansadas. Amor de pedra dentro do corpo inerte. Amor ardor amor quente amor tontura. A explodir em frangalhos. Chamuscar sem nunca virar incêndio. Essa bomba-relógio guardada no meio das vísceras: queima queima arde: rasgando as pálpebras: derretendo todos os fios: quebra quebra esfatifa: dói. Amor em brasa. Amor cigarro: queima queima arde. Machucando. Devotado. Fracasso. Vem. Vai. Nunca não para. Essa náusea. É tanto sentir. Violar. Viola sem cordas. Violão sem música. É o canto, o grito mudo: queima queima arde. Vontade: Refúgio: Afogado. No meio da brasa queima: queima queima arde. Mãos, braços, relógio. Suspiro........................................................ linha de fogo a irromper o vazio: e queima queima apaga.
...
- Tenho um segredo: te guardo dentro de mim. Te sufoco e te esmago. Te aperto e não te deixo fugir. Te aprisiono e não te falo: à ninguém revelo meu segredo. Te quero te quero te quero: vem me abrir como primavera.
19 Outubro 2010
Reinvento os dias: venta bem dentro: ausência tua a descompassar todos os ritmos de todas as melodias. Recolho os mínimos fragmentos, cheiro teu cheiro multicolor, multifacetado. Recolho-me pequena, olhos fechados, coração apertado: ausência tua a fazer chover no meu jardim dourado. Finco todas as minhas raízes na intenção de chegar ao fundo e fim da tua falta. Murmuro borboletas desvairadas: dói dói dói: ninguém compreende. Sacudo, mexo, remexo. Ligo o rádio, nada me interessa. Ligo a TV, nada me prende. Abro o livro, nada me chama: só você só você só você. Vou deitando, aconchegando, afundando nos lençóis do nosso amor: você não chega. Grito grito grito: despedaço os pratos, os vasos, os copos, o corpo: você não vêm: ausência tua a corromper meus lábios de girassol: essência gotejando no pranto oceânico: e você não aparece ece ece me esquece.
20 Setembro 2010
Abrevia. Embala. Ritma. É breve breve breve. Um sussurro. Um sorriso. Uma melodia. Cabelos cabelos mãos. Espiral: me devora. Me come viva. É breve breve breve. Mar inalcansável. Mar perto. Mar dentro de mim. Pulula dos olhos: apaixonante. É bobo, carência, afeto. Toque: breve breve breve. Oscilando tendências: coração apertado: palpitação: dói. Sentir sentir: sentido. Onda leve. Breve breve breve. Ai de mim! Olhos em margem: freqüência explícita: abismo: não dói. Breve breve brisa.
21 Dezembro 2010
Olhos versados que percorrem labirintos: versos que se entreolham, perdendo a magnitude cósmica com que analiso meu inferno. Raios de luz começam a ofuscar a cidade que crio. Raios quentes a me fazer enxergar: ilusão. Procuro abrigo, mas já é tarde demais: meus olhos cheios de versos e meus versos tão à flor da pele recaem sobre a minha cabeça: é preciso abrir: acordar: desfazer: viver enfim.
23 Dezembro 2010
Sonhei com você. E no meu sonho a gente era tão lindo. E tudo dava tão certo. Queria ter continuado naquele dia: naquele amor: naqueles braços: naquele sonho. Mas acabou.
25 Dezembro 2010
Meus amores fugidios:
Despedaçam-se na feliz insegurança
Não marca:
Não fica:
Nem liga:
Meus amores fugidios.
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