terça-feira, 25 de novembro de 2014

nos pré-requisitos daquela morte subcutânea o prazer era quase nefasto. arredio calçamento subsidiado pelo que melhor fere: e com tamanha ascensão que faria doer o nó dos ossos quando estalados. era de uma brutalidade tão fatal que não poderia, jamais, ousar abrir: a carne reinvidica alguns desejos indeléveis - faz pose de mosca-morta tentando naufragar o cais. aquela batucada no parir da noite me estremeceu alguns punhados de histeria colateral: seria o lado mais arredio propenso ao negro brilho que insiste em emanar? ficamos aqui, então, como quem comeu trinta e cinco fatias de pizza recheadas de plástico: como quem, jamais, ousaria abrir a garganta e deixar o estômago rolar. teus adentros se putrefazem nas artérias que deixei de cortar. escancara esse catarro cheio de mel como quem ousa sentir! se te choro ao pé dos ouvidos é porque a voz não me chega: deixei alguns rastros de poeira cansada pelo caminho (não me pede pra esperar) e toquei quatro sinos em diferentes igrejas. deixa de cantar aqueles pratos, homem!!! o fim é denso como os olhos.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

balas de canhão atravessando o estômago:
seria fácil o tocar das campainhas se teu desespero não 
fosse espera?
bota abaixo algumas fotos não tiradas: guarda na gaveta enlaces 
mal cortados - tua garganta sempre foi rude demais seca 
demais avessa demais
níqueis incrustados no esôfago nauseante: 
era ribeira emancipada por sobre alguns navios destrinchados
no cimento dessas alamedas o som se eclodiu: consegue ouvir os machados
rasgando os olhos? teus bem-amados soaram como alguma coisa
presa no peito.
borbulhava em velhos altares - soaria muito enlameado 
se eu pedisse pra voltar?
a chuva me devolve alguns abraços:
serei, então, prataria envelhecida a descansar nos armários todos?
não chega - o instante é mudo como quem cavalga
e fere sorrindo quem já deixou