As rezas eram carne de ventre podre a arroubar sensações
inoportunas. Não aguentava mais os dedos oscilantes perdidos em teclado afoito:
VIRE LEVANTE DURMA como quem consente. E cose esse aperto como quem cola
rachaduras na veia diurna do sorrateiro fio. Ah, as galochas... desejaria
chuvas ardentes enquanto elas pudessem deixar o sentir refreado do lado de fora
(como quem pede baixinho o tardar dos tempos fósseis) é fácil assim arrematar
frescuras e xilonetas: quebra as pinças antes que te tirem o sono: fere as
gralhas antes que te sufoquem a noite. Late murmúrios como quem ricocheteia
prazeres abusivos: nada disso faz o menor sentido. MALOGRA O ÚTERO INDIVIZÍVEL
DO TEU PATRÃO ATORDOADO. Respinga desfibrilamentos fúnebres a fim de
acorrentar. Queria quarto branco de papel machê: desenhar nas janelas, rabiscar
os gabinetes todos. Fazer verter do leite a água mais branca: chiclete colado
atrás da orelha: o frio vem pra lembrar de onde as águas nascem, meu bem. E
refestela a pureza dos altares enquanto ainda tens voz. ANDA! ANDA!
sábado, 14 de junho de 2014
As necropsias do meu sentir
dilaceram qualquer resultado: intacto. Era putrefação aparente que
caminhava ruas até chegar em lugaresnada. Fazia-se sentido meramente aparente
pelo simples fato de ser: chegar até ali inebriado de sensações cósmicas e
carmáticas. Valia-se do desencontro pra faturar pequenos potes de vidro. Era
fel e não fenecia ditado algum. Parecia-me que atordoados entrávamos em transe
psicótico e longínquo: a estatura era feita de nódulos: corromperia fantasmas e
mordeduras afim de evitar. Era o espaço caótico embebecido no meio do galopante
silêncio: -feche as cortinas, cubra os rastros, evidencie os cuidados todos!
Jorra mar sem nem saber partir; quebra xícaras de porcelana sem nem saber ouvir
o som atordoante do barulho. Existe e a existência inteira convoca
fantasmagóricos encontros: faz bruxaria, escreve cartas, encanta meninos doces.
Fecha a punhaladas feridas entreabertas. Quer nascer, e então sorri – como se o
mundo fosse machado de ferro. ERA FOME (só lhe vinha a mente vômitos
descontrolados) fez cicatriz onde há muito escarneceu frias volúpias. Era mar
desvanecido e queria pular: OLHA O QUE TENHO! Gritava babuínos: OLHA O QUE
TEMOS... Restamos aqui intactos colados à parede de mel. Vil estado de quem
nasce e borbulha num desenfrear dos atos. Apaga a luz e corre. E finda os
espaços todos. Queremos ser gritos mudos e ouvidos flamejantes. Fere fere fere.
Descontrola o caos, o cais, deixa as frestas abertas pro movimento passar.
Desespera como quem tem sede. E JORRA NO MAR COMO QUEM CHORA. (((suspiro)))
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