As necropsias do meu sentir
dilaceram qualquer resultado: intacto. Era putrefação aparente que
caminhava ruas até chegar em lugaresnada. Fazia-se sentido meramente aparente
pelo simples fato de ser: chegar até ali inebriado de sensações cósmicas e
carmáticas. Valia-se do desencontro pra faturar pequenos potes de vidro. Era
fel e não fenecia ditado algum. Parecia-me que atordoados entrávamos em transe
psicótico e longínquo: a estatura era feita de nódulos: corromperia fantasmas e
mordeduras afim de evitar. Era o espaço caótico embebecido no meio do galopante
silêncio: -feche as cortinas, cubra os rastros, evidencie os cuidados todos!
Jorra mar sem nem saber partir; quebra xícaras de porcelana sem nem saber ouvir
o som atordoante do barulho. Existe e a existência inteira convoca
fantasmagóricos encontros: faz bruxaria, escreve cartas, encanta meninos doces.
Fecha a punhaladas feridas entreabertas. Quer nascer, e então sorri – como se o
mundo fosse machado de ferro. ERA FOME (só lhe vinha a mente vômitos
descontrolados) fez cicatriz onde há muito escarneceu frias volúpias. Era mar
desvanecido e queria pular: OLHA O QUE TENHO! Gritava babuínos: OLHA O QUE
TEMOS... Restamos aqui intactos colados à parede de mel. Vil estado de quem
nasce e borbulha num desenfrear dos atos. Apaga a luz e corre. E finda os
espaços todos. Queremos ser gritos mudos e ouvidos flamejantes. Fere fere fere.
Descontrola o caos, o cais, deixa as frestas abertas pro movimento passar.
Desespera como quem tem sede. E JORRA NO MAR COMO QUEM CHORA. (((suspiro)))
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