Eram os cabelos. Jogava-os para frente num salto de intuição
momentânea: SIM! Era preciso que o descontrole virasse as páginas, prendesse
raízes num subsolo feito de areia movediça. Eram pastos e mais pastos de
qualquer coisa sem nenhuma cara. De tanto pensar, os pensamentos já vinham
todos embolados, como cartas de um baralho antigo – já desgastados. A urgência era
icônica: violava matérias com ares de anfitriã. E não era nada daquilo... e as
desculpas eram necessárias: de tanto escrever as linhas, esqueci-me que elas
eram humanas.
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