pedras rangiam no asfaltodor e a enxurrada de abismos fazia-se
certeira
era catarata da alma que não deixava crescer flor nem brotar
águas desmaiadas por entre os rios todos
era chiclete de menta colado na sola do sapato e
bestificados
estávamos enquanto o labirinto não se encerrasse
era qualquer coisa assim sem nenhuma importância mas que
fazia jorrar células de sangue por entre os olhos
retirava as tripas enlameadas com mãos de beija-flor e
deixava
conter no espaço vasto de um beijo o vazio inteiro de areias
movediças
quando se provam arestas cortantes o vicio grita dentro do
peito
qual dor assim masoquista por excelência conseguiria
silenciar o som dos teus sorrisos todos? Era feto infecundo afogado em página
qualquer
e voltaria, qualquer dia desses, se não fosse a chuva
Nenhum comentário:
Postar um comentário