Derrama sobre mim esses teus olhos líquidos, te quero assim esparso, derramado, desarmado... Vem, deixa eu te sentir, deixa eu te entender, deixa eu te criar. Chega mais perto, não seja bobo, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada, já disse Caio F. Você pousa em mim tão leve, tão doce, tão suave: como é gostoso gostar de você, como é bom te querer. Me encharca com esse charme só seu, me anoitece para que assim possamos virar qualquer coisa assim louca, qualquer coisa assim: toques, beijos, perfumes. Percorre teus olhos sobre mim, me ajeita do teu jeito mais bonito, me estremece: te deixo. Chega e habita esse espaço não-colonizado: ele é só seu só seu só seu. Me dá a mão, segura meus braços, me leva com você. Quero te enxergar, não apenas ver. Te fazer me enxergar. Me deixa... Quero te versar, te cantar, te declamar. Despeja sobre mim seus olhos de girassol. Não fuja, não se assuste, é só carinho...
Nenhum comentário:
Postar um comentário