Borbulhas inefáveis: gotejando sorrisos ao contrário no
final de uma noite em viés. Faria prece inútil virar altar desenfreado. Até que
o final se recomece dentro de alguns enlaces os olhos vidram com tuas palavras
vindas de tão longe. É atravessar marés e nunca estar junto: regurgitar os
olhos cheios de prazeres abruptos e gaguejar melodias insones. Dentro da
dobradura alguns papéis viraram borracha: seca o gosto amargo e quente pra,
então, calejar as mãos. Volta e suspira como estátua engessada: o pormenor
desse desvio calcula descalculado. Renderiam ações de banco esse peso sem
medida aparente. É o tic-tac desvinculado que amedronta: pra se estar pronto é
preciso que se esteja desnudo – mas o montante de terra sempre foi empecilho
ciliado.
(fazer mar pra acabar chão
e um punhado de doçura)
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