Sou ser pulsante: pensante: erro. Fadado sempre ao sempre. Penso que um amor tão puro como este que vibra forte no peito não haveria de doer tanto. São tantos tantos. Desliza, derrapa e acaba por fixar-se no meu imaterial tão congelado no tempo. Chega de impulsos subjetivos. Sou ser errante: avanço no meu tempo diretamente para o seu espaço. Não recorro mais aos seus olhares: findo por mim mesmo o aqui e agora, numa sincronia perfeita com todas as mentiras que saem pela ponta dos dedos. Verdades que se entregam testa por testa. Quase-verdades que se esticam. Quase-mentiras-verdades que somem junto com meus dias sempre iguais. Sempre à espreita de alguma doença, alguma paixão. Sou ser navegante. Sou ser flutuante. Sou ser: vou ver: fui.
Pior do que estar sozinho
ResponderExcluirno próprio abismo
é quase agarrar a mão salvadora
e então cair de volta
logo em seguida
em escuridão eterna.
Ivan
És muito boa nisso, com as palavras.
ResponderExcluirIvan